Entra a aluna, com um furinho na palma da mão, sangrando.
Enquanto eu vou limpando, ela conta que uma colega veio correndo com um lápis na mão e “sem querer querendo” enfiou a ponta bem apontada do lápis na mão dela, causando o furo.
Nesse momento a tal colega entra na sala.
- foi ela, tia! ela que me furou!
- é, e foi ela que espetou meu olho com um palito aquele dia, lembra, tia?
(sim, há uns dias essa segunda aluna teve o cantinho do olho fincado por um palito, sem grandes estragos, ainda bem)
Sabendo que as duas são grandes amigas (BFF), respondo brincando que agora elas estão quites e que chega de ficar furnado olhos e mãos.
Nisso a menina da mão furada responde:
-é, mas ela furou a mão que eu escrevo! eu nao furei o olho que ela escreve!
…

